Nua nos cios da lua ...

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[ Quinta-feira, Setembro 25, 2008 ]

 
da minha janela

eu tenho essa janela
com venezianas
onde espio o mundo

por trás das minhas costelas
ainda menina
seguro meu coração
entre as mãos

muda e apreensiva...

NADIA LOPES [3:00 PM]

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[ Quarta-feira, Setembro 10, 2008 ]

 
A verdade forte e suave na poesia do Everton: www.apesardoceu.wordpress.com

Esse meu desajeito
Para as coisas do peito

Aprendi a desconfiar
Antes de cada

Bater de asas

Não sei
Desabotoar as costelas

Só as calças

E ainda assim
Queria tanto me vestir

De ti

Esteja onde esteja
Quem quer que seja

Me receba

Com aquela velha frase
De que tudo se ajeita

Na beira daquele velho abismo
De que tudo é possível

Em um amor bonito


Everton Behenck

Por mais que um possibilidade de amor possa fazer rima, por mais que insistamos numa sensação de desamor ou de perdor como essa que também me fez poesia:
"a primeira vez que não me amaram
levaram a leveza que do amor me vinha
agora toda vez que me desamam
levam a capacidade de amar que eu tinha."..
(se tinha!)


pra AMAR só tem um jeito...desabotoar as costelas, abrir o peito...por mais dor e medo que isso possam gerar...

NADIA LOPES [3:44 PM]

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[ Quinta-feira, Setembro 04, 2008 ]

 
Um miniconto de Leonardo, o máximo, confiram:...www.leonardobrasiliense.com.br

Possibilidades

Duas meninas numa janela fizeram tanta bolha de sabão que a rua ficou escorregadiça e vários automóveis colidiram. Foi aí que os pais do Joãozinho se conheceram: bateram de frente, sentindo aquele frio na barriga ao cruzar os olhares. Por um segundo, haviam encontrado o verdadeiro amor. Mas o egoísmo falou mais alto: acusaram-se um ao outro pelo acidente, xingaram-se, discutiram até na justiça. E cada um seguiu sua vida. Joãozinho foi apenas uma possibilidade


Publicada em 01/09/2008
NADIA LOPES [10:47 AM]

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[ Quarta-feira, Setembro 03, 2008 ]

 
Do meu amigo Idésio, ganhei poesia-carinho de presente, e isso é uma deliciosidade:

"Alma clara. Transparência de filho em mea culpa.
Lupa mirada sobre os gostares nossos.
Voares de pombos arrulhando, adivinhando os vôos vossos.
Pão nosso de cada mês, ao invés da rotina dos dias.
A dociez dos olhos multicores de solteiros pores-de-sol.
Cotovia em arrebol a provocar Rouxinol faceiro.
Olhar cedido, de bandeja entregado.
Marias de Josés, com lábios depositados.

A ti, amiga minha, arrumo meus cômodos pra que adentres por minhas frestas e celas.
Pra que sejamos plenos, abro a ti minhas janelas.
Não tramo quimeras, pois o que é dito já me é feito.
E o que teus versos portam, é essa imensidão de prazeres segurados,
beijos por serem dados sob os gingares dos leitos."


Idésio Oliveira-Criciúma, 02.09.08
17:00

NADIA LOPES [10:10 AM]