Nua nos cios da lua ...

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[ Segunda-feira, Novembro 17, 2008 ]

 
Me emocionei assistindo o Eduardo Galeano falar, pausada e brilhantemente, ele reforça que certas emoções não podem ser "letradas", que em tempos tão barulhentos e equivocados como os nossos, onde grandotes são comfundidos com grandiosos, o silêncio é um ouro de poucos, e conclui: "somos todos parte maravilha e parte lixo!"
Sermos compostos de metades, me lembra uma musica-poema que há anos também me fala a emoção, mesmo que hoje, questione a ultima estrofe, ela é linda:


Metade (Oswaldo Montenegro)

Que a força do medo que tenho
Não me impeça de ver o que anseio;
Que a morte de tudo em que acredito
Não me tape os ouvidos e a boca;
Porque metade de mim é o que eu grito,
Mas a outra metade é silêncio...

Que a música que eu ouço ao longe
Seja linda, ainda que tristeza;
Que a mulher que eu amo seja pra sempre amada
Mesmo que distante;
Porque metade de mim é partida
Mas a outra metade é saudade...

Que as palavras que eu falo
Não sejam ouvidas como prece
E nem repetidas com fervor,
Apenas respeitadas como a única coisa que resta
A um homem inundado de sentimentos;
Porque metade de mim é o que ouço
Mas a outra metade é o que calo...

Que essa minha vontade de ir embora
Se transforme na calma e na paz que eu mereço;
E que essa tensão que me corrói por dentro
Seja um dia recompensada;
Porque metade de mim é o que penso
Mas a outra metade é um vulcão...

Que o medo da solidão se afaste
E que o convívio comigo mesmo
Se torne ao menos suportável;
Que o espelho reflita em meu rosto
Um doce sorriso que me lembro ter dado na infância;
Porque metade de mim é a lembrança do que fui,
A outra metade eu não sei...

Que não seja preciso mais do que uma simples alegria
para me fazer aquietar o espírito
E que o teu silêncio me fale cada vez mais;
Porque metade de mim é abrigo
Mas a outra metade é cansaço...

Que a arte nos aponte uma resposta
Mesmo que ela não saiba
E que ninguém a tente complicar
Porque é preciso simplicidade para faze-la florescer;
Porque metade de mim é platéia
E a outra metade é canção...

E que a minha loucura seja perdoada
Porque metade de mim é amor
E a outra metade... também.


NADIA LOPES [10:46 AM]

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[ Quinta-feira, Novembro 13, 2008 ]

 
Todas as formas do verbo AMAR:

infinitivo: amar
gerúndio: amando
particípio: amado
Presente do Indicativo
eu amo
tu amas
ele ama
nós amamos
vós amais
eles amam
Imperfeito do Indicativo
eu amava
tu amavas
ele amava
nós amávamos
vós amáveis
eles amavam
Perfeito do Indicativo
eu amei
tu amaste
ele amou
nós amamos
vós amastes
eles amaram
Mais-que-perfeito do Indicativo
eu amara
tu amaras
ele amara
nós amáramos
vós amáreis
eles amaram
Futuro do Pretérito do Indicativo
eu amaria
tu amarias
ele amaria
nós amaríamos
vós amaríeis
eles amariam
Futuro do Presente do Indicativo
eu amarei
tu amarás
ele amará
nós amaremos
vós amareis
eles amarão


Como verbo, é bem fácil de conjugar!
NADIA LOPES [5:34 PM]

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[ Terça-feira, Novembro 11, 2008 ]

 
houve um tempo
que o poema
me vinha
como um suspiro
uma risada
fora de hora
o poema vinha
e me tirava dali

o poema me tirava pra dançar

não sei se foi o poema
ou foi o ritmo
ou fui eu

há tempos o poema
não vem me abraçar...
NADIA LOPES [3:36 PM]

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[ Quinta-feira, Novembro 06, 2008 ]

 
As sem razões do amor
Carlos Drummond de Andrade

Eu te amo porque te amo.
Não precisas ser amante,
e nem sempre sabes sê-lo.
Eu te amo porque te amo.
Amor é estado de graça
e com amor não se paga.
Amor é dado de graça,
é semeado no vento,
na cachoeira, no eclipse.
Amor foge a dicionários
e a regulamentos vários.
Eu te amo porque não amo
bastante ou demais a mim.
Porque amor não se troca,
não se conjuga, nem se ama.
Porque amor é amor a nada,
feliz e forte em si mesmo.
Amor é primo da morte,
e da morte vencedor,
por mais que o matem (e matam)
a cada instante de amor.


Taí um perfil do amor, ao menos em parte, do jeito que eu acredito que amor seja...que encontro entre os recados enviados pela Anita, inspiração imediata!

Eu ando muito cansada ultimamente, de ouvir criticas ferozes ao amor : ora por que não é correspondido, retribuido, ora por que é sonegado, ora por que não brilha refletido nos olhares que buscam deseperadamente por seu reflexo...
Tenho vontade de gritar: hellooooooooooooow, se isso acontece é por que AMOR não há, por que amor não houve, e não é culpa do amor, tão caluniado.
È culpa de outros sentimentos gulosos e urgentes, culpa de carências e expectaitvas demasiadas que cultivamos por dentro, culpa nossa em ultima instância que esperamos um amor mágico e externo, que solucione as lacunas internas e a tudo resista.
"O amor é dado de graça" essa é a sua natureza, talvez sejam os tempos modernos e capitalistas que estimulem mais o amor próprio "bastante ou demais a mim", que o tenham tornado tão raro.
Como bem disse num mesa um psiquiatra amigo: "amor não requer reciprocidade", existe além dela, existe simplesmente, é uma espécie de talento, habilidade,
AMOR É SUPREMA DISPONIBILIDADE!
Todo o resto que se ouve, é desejo mal satisfeito, é paixão em transe, surto ou necessidade de revisitar dores mal curadas.

Amor não tem esse astral de "escambo" o amor se existe não será trocado ou medido, SERÀ!



NADIA LOPES [2:03 PM]